segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Quem diria...




Que eu te queria,
tanto e tanto
que justamente agora eu poderia
te convidar pra qualquer canto.
Para brindarmos um drink,
jogarmos charme
e sorrisos agudos
naquele nosso jogo estúpido.

Pra bancarmos adultos
por alguns minutos,
jogar conversa fora,
de papo pro ar,
pra a gente se exibir e
se explicar.
Fazermos poses,
mexer com as mãos
só porque já não sabemos
escolher qual reação.

Quem diria!
Eu poderia sim,
cair em tentação,
apagar a bituca no chão e
te levar pra qualquer quarto
enquanto faríamos nosso amor
louco,
pra ser livre e se prender mais um pouco,
tudo de uma só vez,
e nos perder na graça da vida
de se amar com prazer!
Segurarmos as mesmas mãos e
ter a mesma certeza de novo e mais uma vez.

Que foi de não em não
que chegamos
em um sim
na mais crua conclusão,
estamos a disfarçar no rosto
o que estampa
no peito e grita o coração.

Mas quem diria...
é nesse e tanto e tanto
que meu querer
me fez perceber.
Quero tanto!
(Diferente de você).

Deixa pra lá,
deixa a noite continuar
já que tudo continua
em uma seqüência segura
de ir pra qualquer lugar.

E ainda vou querer!
Dessa vez um homem que me segura pela cintura
sem medo de sofrer,
pra mostrar pro mundo
que é na minha cama que ele está
e vai permanecer por todas as manhãs enquanto
ele puder respirar.


Mas quem diria?
E não é? Que eu
te deixei pra lá?



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