sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Droga de confissão!



Tenho certeza que toda vez que me pego aqui pensando em você com essa força toda, você tá lá fazendo a mesma coisa. E a gente se encontra.




Tá na cara que toda essa minha raiva do mundo é porque foi necessário desistir do que se ama. E eu nunca fui de desistir. Essa porra toda dói.
É uma luta cansativa entre querer se racional e o desespero, entre a serenidade e a revolta! Dá pra entender que é tudo tão rídiculo, mas e aceitar? Como é que se faz?
O que me deixa puta mesmo é saber que é tudo tão banal, é tudo tão babaca que a gente nem precisava tá aqui desse jeito.
E mais puta ainda quando você nem sequer percebe isso.
Talvez você tenha todos os motivos pra dizer que não tava tão feliz assim, mas aposto que tá muito menos agora. Não me venha com essa de que só eu sei ou acho isso.
Talvez todos os seus e os meus motivos sejam aceitáveis, sejam compreensivos e
a culpa fica pulando da minha pra sua porta e vice-versa. 
Acontece que ela desaparece toda quando a gente tá perto e nem sequer lembra quando passa o dia abraçado, se laçando, se acabando em risadas,
em abraços e todo tipo de forma de amor que existe.
A situação aqui tá mais difícil do que eu imaginava, você me fez comprar uma briga tão grande comigo mesma que não vou te perdoar por isso.
Uma hora eu amo, eu entendo e deixo estar.
Outra hora, eu odeio, não quero nem saber e dá vontade de fazer tudo vir à tona de novo.
Mas a minha vontade mesmo?
Era de te bater tanto pra vê se você para com essa droga de frescura,
para com essa droga de egoísmo em achar que tudo o que você fica falando na frente de um espelho
é pra ser e ponto final.
E vê se para mesmo é de me deixar aqui sentindo essa falta toda,
de me deixar sorrindo pelos cantos, sorrindo pros outros sem você,
sendo dos outros que não tem nada parecido com você e sendo de um mundo que eu te matei.
Mas que droga!
Eu passo todos os dias te matando
e você tá sempre aí, firme, forte, em pé, todo bonito e com o mesmo sorriso.
Pode falar que sabe como fingir  melhor do que eu vai?
Ou então ao menos venha me contar qual foi a sua solução?
Eu sei que tô bem escondida dentro de você.
Então como pode? Me deixar ficar ali, bem lá dentro, abandonada, como pode fazer isso comigo? Agindo como se não fosse nada?
Como é que alguém aceita virar passado e lembrança sem ao menos um motivo razoável?
Quem é que aceita virar pó?
Tenho tentado te mandar embora junto com a fumaça de todos os cigarros que tenho fumado compulsivamente. 
Tenho tentado de tudo e rezo pra que uma hora eu consiga.
Uma hora essa dor, a revolta, lágrimas e esse rebuliço todo por causa de amor, vai se transformar em uma simples serenidade e poderei assim passar leve e te olhar de um jeito doce,
e você vai sentir o peso porque eu to ali te empregnando, justamente aonde eu fiquei guardada.
Tô na sua respiração toda vez que ela fica mais forte, no seus olhos, na sua mente e por inteira no seu coração.
E não vai adiantar rasgar as fotos,
não vai adiantar me tratar com cortesia ,
não vai adiantar porque o que é escrito certo pra pessoas tão tortas que nem a gente
o caminho sempre vai se encontrar.
Mas essa patifaria toda me cansa,
cansa tanto acreditar em amor e escrever sobre tudo isso que tenho vontade de amassar tudo,
deletar tudo e não ser tudo porque ser demais é coisa de gente doida.
Me cansa tanto ter que ser eu, te amar mais do que eu e no final das contas você cagar tão pra tudo isso que não vou mais te engolir.
Tô ficando enjoada.
Tô ficando afim de mim,
tão afim, que percebi que tô com preguiça de querer te fazer bem,
poderia tentar te salvar da sua covardia, mostrar que você tá completamente enganado.
Além de todas essas críticas e julgamentos doerem eu ainda teria que ser boazinha e dizer que infelizmente dessa vez você tava errado.
Mas não, não dessa vez ! Vou ficar aqui só assistindo o que é que você pensa que tá fazendo.
E por falar em pensar, já tô avisando pra tirar o cavalinho da chuva quando se irritar com qualquer escolha minha daqui em diante.
Decide! 
Bipolaridade aqui já basta a minha e inclusive todo os meus "mimimis"  violentos.
Não vou mais ajoelhar em milho, ajoelhar no bar, ajoelhar e olhar pro céu só pra ter você por aqui.
Agora vou investir no trabalho sujo,
quero ser um pouco ruim também.
Vou investir nessa loucura toda que me acompanha porque é isso que sempre vai fazer você me querer.
A minha loucura tá estampada na alma. Ou aceita ou cai fora. 
E não é que você caiu fora mesmo? Me deixando pálida, pasma e revoltada por ter levado a sério o que eu acabei de dizer. Não entende que por mais que eu diga adeus, no fundo tô querendo dizer:
" Não me deixa nunca pelo amor de Deus."
O problema foi sempre esperar que você me aceitasse assim como eu sempre te aceitei. Sou tão estúpida às vezes!
Estamos sofrendo sérios problemas com essa coisa de reciprocidade, como é que se ama mais ou menos?  Tenho que pedir pra que goste de mim e me deixe ser eu mesma. E isso é lá coisa que precisa se pedir?
Dá próxima vez quando eu escutar alguém dizer que me ama acima de qualquer coisa vou lembrar o cidadão que isso realmente inclui em amar quem eu sou em todos os aspectos e o farei assinar um documento na minha frente assim que ele me pedir em namoro já que na vida é tudo burocrático e o amor tá patético, vou ser ordinária tanto quanto.
O que eu não acredito mesmo é toda essa desistência
depois de tantas palavras e sonhos construídos.
E eu descobri o seu motivo:
Sou eu. 
Você me ama tanto e não sabe como lidar com isso.
É uma pena! Porque te confesso que eu também nunca soube, mas eu tava lá levando na cara e tentando. Agora a coisa tá vergonhosa, a gente continua levando na cara e ainda admitimos o fracasso. Levantamos a bandeira branca.
Aliás, vamos repassar essa frase acima na segunda pessoa do singular.
Mas como eu disse não dá pra suportar essa patifaria toda e a maneira como o amor foi banalizado!
É por isso que eu repito, vou continuar a mandar tudo isso à merda.
E dá licença porque a noite é uma criança doida.
Que nem eu! 
Taquei um belo entonado foda-se pra tudo isso
e a vida tá bem depois que eu sair pela porta de casa.


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