domingo, 17 de abril de 2011

Martelo de Porcelana.

Não! Não! Nem sempre é dia de ter paciência, de ser educado, de dar bom dia! Nem sempre é dia de engolir sapo, de irrelevar a porra toda, de dizer que amor é capaz de tudo, de fingir que tá tudo bem, de sorrir quando você quer ficar de cara emburrada. Se eu tô azeda, se eu tô amarga, se eu to fechada e quero que meio mundo se exploda! Não venha me dizer não, sim ou talvez. Porque nessas horas a única pessoa que precisa falar sou eu. Sim! Serei a mais egoísta por isso. Serei o lado intolerante, o lado carrasco, o lado megera. O que às vezes cansa muito. E aí como eu daria tudo nessas horas por uma mão nos meus cabelos, colo quente no meu sofá preenchendo o espaço vazio da minha sala, enquanto eu sozinha fico ecoando pela casa. Pela vida. Desejando sorrir grudada no seu peito e ir lentamente socorrendo a minha carência. Alguém pra amansar o machucado que virou pedra.

Um comentário:

Nani disse...

São nessas horas que assumimos nosso lado humano. Aquele que erra, que é infeliz, que se cansou de tudo ou, que se cansou de nada. Reconhecer os limites e reconhecer a si mesmo, é isso o que importa. Em algum momento da vida, você irá querer ser cuidada em vez de cuidar. Não há ninguém que preencha o vazio que carregamos, ele é nosso. Nós nos vendemos a qualquer um. Colocamos no outro a responsabilidade de nos fazer feliz. A felicidade é nossa! O amor é nosso! As pessoas se completam, e só. Querer mais é iludir a si mesmo. Ilusão. Quem gosta de viver de ilusão? Acho que na verdade, a maioria. Precisamos aprender a nos definir, a nos conhecer, e ser felizes independente de alguém ou de alguma coisa. Como um martelo de porcelana, nós nos quebramos muito fácil. E quebrar, é uma opção...